O ano passou sozinho
Estou aqui
Eu e meu caderninho
Escrevo palavras soltas
Queria ter um pedacinho
De mim
De ti
Um versinho bobo sequer
Para mostrar
O que realmente é.
Beatriz Santrozi
(Todos os direitos reservados)
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
domingo, 20 de setembro de 2009
Sinfonia nº 5, em dó menor, Opus 67
Eu quis chorar
Mas tive medo
Eu ouvia
A Quinta Sinfonia de Beethoven
Quis chorar
Mas tive medo
Meu coração – espaço vazio
Preenche-se aos poucos
Com um vulto de solidão
Mais um movimento
Com seu arco,
O violino
Me faz mais um ferimento.
Beatriz Santrozi
(Todos os direitos reservados)
Mas tive medo
Eu ouvia
A Quinta Sinfonia de Beethoven
Quis chorar
Mas tive medo
Meu coração – espaço vazio
Preenche-se aos poucos
Com um vulto de solidão
Mais um movimento
Com seu arco,
O violino
Me faz mais um ferimento.
Beatriz Santrozi
(Todos os direitos reservados)
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
O maior desprezo do mundo
Num súbito clarão de um raio
Eu quase acreditei que era você
Encharcado de chuva
Com os cabeços molhados
Pedindo para voltar para mim.
Eu sorri
E disse não.
E diria não.
Por você guardo o maior desprezo do mundo
Seja na cama
Ou no chão – o maior desprezo do mundo.
As gotas vão molhando a janela
Faço o café – você está com ela.
Beatriz Santrozi
(Todos os direitos reservados)
Eu quase acreditei que era você
Encharcado de chuva
Com os cabeços molhados
Pedindo para voltar para mim.
Eu sorri
E disse não.
E diria não.
Por você guardo o maior desprezo do mundo
Seja na cama
Ou no chão – o maior desprezo do mundo.
As gotas vão molhando a janela
Faço o café – você está com ela.
Beatriz Santrozi
(Todos os direitos reservados)
domingo, 16 de agosto de 2009
Três da madrugada
Minha alma é um abismo sem alma
Mergulho fundo no precipício à procura de calma.
Vejo as roupas no varal
Floridos os lençóis
A fronha ainda está molhada.
Observo o vento no mato alto
E tomo meu chá de ervas
Às três você partiu
À uma disse que me amava.
Beatriz Santrozi
(Todos os direitos reservados)
Mergulho fundo no precipício à procura de calma.
Vejo as roupas no varal
Floridos os lençóis
A fronha ainda está molhada.
Observo o vento no mato alto
E tomo meu chá de ervas
Às três você partiu
À uma disse que me amava.
Beatriz Santrozi
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Postais de lugares abstratos
Meu mundo é um postal
Eterna lembrança
Um campo,
Um milharal.
Eterna caminhada nas flores
À procura de novos amores
Coleciono mais uma fotografia
Sem remetente, nem selo
Selo assim meu destino
Abstraio o erro
Sem desatinos.
Mais um aeroporto,
Sem aviões
Guardo no bolso da bolsa
Mais um abstrato postal.
Beatriz Santrozi
(Todos os direitos reservados)
Eterna lembrança
Um campo,
Um milharal.
Eterna caminhada nas flores
À procura de novos amores
Coleciono mais uma fotografia
Sem remetente, nem selo
Selo assim meu destino
Abstraio o erro
Sem desatinos.
Mais um aeroporto,
Sem aviões
Guardo no bolso da bolsa
Mais um abstrato postal.
Beatriz Santrozi
(Todos os direitos reservados)
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Pois é
Daqui,
Desse mundo fechado
Lhe escrevo uma carta de amor
Uma carta de fim
Quase fim do dia.
Beatriz Santrozi
(Todos os direitos reservados)
Desse mundo fechado
Lhe escrevo uma carta de amor
Uma carta de fim
Quase fim do dia.
Beatriz Santrozi
(Todos os direitos reservados)
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Localização
O muito que não temos
Há tempos que não somos
Pois os lugares que passamos
Evaporaram com o vento
Por onde andará você?
No Chile?
Peru?
Venezuela?
Ao sul do meu coração...
Beatriz Santrozi
(Todos os direitos reservados)
Há tempos que não somos
Pois os lugares que passamos
Evaporaram com o vento
Por onde andará você?
No Chile?
Peru?
Venezuela?
Ao sul do meu coração...
Beatriz Santrozi
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